"Tão amiga sou do trabalho,
que nem sobre camas de flores
ociosamente descanso,
sem ofendê-las as piso,
e sem feri-las as pico.
De um mar de belezas sou pirata,
para roubar as pérolas da aurora
e no meio dos campos publicamente furto,
mas por ladra nenhum juiz até agora me condenou.
Sem fogo nem alambique, industriosa alquimista,
faço uma doce quinta-essência,
sou amiga da paz e do silêncio
e para crédito da clemência
e não posso irar sem dano,
porque, quando me vingo,
morro."
fotos: Ugo Perissinotto
texto: adivinha, folclore ( www.citador.pt)