segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O amor no éter
Há dentro de mim uma paisagem
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Aves pernaltas, os bicos
mergulhados na água,
entram e não neste lugar de memória,
uma lagoa rasa com caniço na margem.
Habito nele, quando os desejos do corpo,
a metafísica, exclamam:
como és bonito!
Quero escrever-te até encontrar
onde segregas tanto sentimento.
Pensas em mim, teu meio-riso secreto
atravessa mar e montanha,
me sobressalta em arrepios,
o amor sobre o natural.
O corpo é leve como a alma,
os minerais voam como borboletas.
Tudo deste lugar
entre meio-dia e duas horas da tarde.
Adélia Prado
domingo, 5 de dezembro de 2010
entranhas estranhas
Não diga de mim, louca.
Mesmo com a voz, em momentos,
rouca...
resquícios do tempo,
sequelas de um vício.
Não diga de mim, dor.
Não conjugue verbos
a esmo,
nem brinque
de amor.
Nas entranhas,
por mais que estranhas,
sou flor.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
insanidade
Enquanto há luz
ao fundo
a mente insana
se funde,
se consome,
se dissipa.
No caminho
árduo,
arcos
calam
marcas.
O corpo sente
o ter
no vazio.
A sede arde,
o desejo queima.
A mente
insana
se confunde...
é a luz.
foto minha: arcos em Treviso
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)